Moçambique apura resultado de eleição; oposição denuncia fraude e intimidação

Membros da coalizão parlamentar de oposição Renamo acusaram o partido governista Frelimo, nesta quinta-feira, de intimidação e fraude em acirradas eleições presidenciais e legislativas, à medida que as urnas ainda iam sendo apuradas um dia após a votação.

PASCAL FLETCHER E MANUEL MUCARI, REUTERS

16 de outubro de 2014 | 09h35

A Frelimo, cujo candidato presidencial, Filipe Nyusi, é o favorito, classificou as acusações como “má-fé”. Mas as alegadas irregularidades, as quais não puderam ser independentemente confirmadas, aumentam os temores de uma possível contestação de resultados na nação do sul da África.

A comissão eleitoral nacional deveria começar a anunciar os resultados preliminares a partir desta quinta-feira. A votação de quarta-feira transcorreu pacificamente, de acordo com observadores internacionais.

Mas a polícia entrou em confronto na noite de quarta-feira com partidários da Renamo na segunda maior cidade do país, Beira, no centro, e também em Nampula, no norte. Pelo menos uma pessoa foi ferida a tiros e três foram presas. A capital, Maputo, permaneceu calma.

Nyusi, um ex-ministro da Defesa, está enfrentando um desafio determinado do adversário veterano da Renamo, o ex-chefe rebelde Afonso Dhlakama, que lutou contra a Frelimo na guerra civil de 1975 a 1992, que se seguiu após a independência de Portugal.

Daviz Simango, do Movimento Democrático de Moçambique, de oposição, também concorre à Presidência.

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