Moda festa ganha mais espaço na passarela da SPFW

Na passarela da moda, as roupas de festas ganham cada vez mais espaço. Além das marcas especializadas, quem fazia uma moda mais casual também está embarcando no chamado black tie, caso de Alexandre Herchcovitch. O estilista mostrou, na quinta-feira (21), uma coleção sofisticada, com tecidos fluidos como a seda e o cetim, no penúltimo dia da São Paulo Fashion Week.

AE, Agência Estado

22 de março de 2013 | 08h57

"Acho que a linha festa é uma boa opção comercial. Apesar de não ser o meu forte, já que faço prioritariamente uma moda prêt-à-porter, desenho sim vestidos sob encomenda", diz Herchcovitch, que cria produtos para um público bem variado. O estilista tem acesso a vários tipos de consumidores, com linhas mais populares, como a de jeans. "Mas acho interessante a ideia dos vestidos de festa."

O sob medida dá dinheiro. Gloria Coelho, que não participou da SPFW, é uma das estilistas que também entraram para o mercado de vestidões. "Vendo mais roupa de festa do que a roupa casual", conta ela. "Quando chega a hora do casamento, as mulheres não medem tanto assim os custos como no dia a dia." Dos 25 desfiles do calendário da temporada de verão, quatro são conhecidos pelas roupas de festa. É o caso de Fause Haten, que desfilou na quarta-feira (20). "A roupa sob medida realiza sempre um sonho da mulher", diz Renato Peaiutto, estilista de Fause Haten. "A cliente paga pela exclusividade do modelo." Isso quer dizer que na festa não haverá vestido igual.

Oscar

Em todas as edições da SPFW, um dos desfiles mais esperados sempre é do estilista Samuel Cirnansck, que exibiu, na quinta-feira (21), sua coleção. O público já sabe o que vem - muitos vestidões do tipo "vou à festa do Oscar" -, mas todos adoram e aplaudem. Ele faz embarcar no clima de sonhos até mesmo quem sai do desfile certo de que nunca usará uma das roupas dele.

Na quinta-feira (21), ainda teve Vitorino Campos, baiano que estreou na SPFW no ano passado. Nesta edição, ele não aparecia no calendário oficial, porque resolveu fazer um desfile econômico, via web, às 11h. "Gosto de ter uma coleção completa, do casual à festa", explica.

Nesta sexta-feira, a temporada acaba com dois estilistas de festa. Primeiro, vem o paulistano Rodrigo Rosner, de 33 anos. "A roupa de festa é o meio mais fácil para o estilista mostrar técnica e, principalmente, fazer uma roupa mais bem acabada, em uma época em que a tendência é o fast fashion", costuma dizer Rosner, quando explica por que escolheu esse nicho. Por último, tem Lino Villaventura, outro clássico dos vestidões da SPFW. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Tudo o que sabemos sobre:
SPFWmodadesfiles

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.