Modelo para reforma política divide o Congresso e deve ficar para 2015

A reforma política, reestruturação que já havia sido sugerida pela presidente Dilma Rousseff logo após as manifestações de rua do ano passado e novamente martelada após a sua reeleição no domingo, ainda divide o Congresso quanto à forma de realizá-la e deve ficar para 2015.

REUTERS

28 de outubro de 2014 | 18h33

Enquanto Dilma defende que seja realizado um plebiscito consultando a população sobre que temas considera importantes na reforma, parte do Congresso argumenta que o melhor seria primeiro discutí-la no Legislativo para depois submetê-la à opinião popular.

“Nós vamos trabalhar nesta direção de que essa Casa representa a população brasileira. Então as reformas têm de ser discutidas aqui para depois de serem estudadas, analisadas, avaliadas, ouvir a voz final da população”, disse o líder do PSDB na Câmara, Antônio Imbassahy (BA).

O líder encara que a postura da presidente afronta a autonomia do Congresso de legislar. A iniciativa de convocar a população para opinar em qualquer um dos casos --plebiscito ou referendo-- é do Congresso.

Para o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o caminho “natural” é o referendo. Ele ressalvou, no entanto, que a decisão que caberá “ao novo parlamento a partir do próximo ano”. Alves não terá mandato na próxima legislatura, já que se candidatou ao governo do Rio Grande do Norte, sendo derrotado no domingo.

Já o líder do PT, Vicentinho (SP), seguiu a linha da presidente e defendeu que a melhor forma da população participar do processo é por meio do plebiscito.

“Nós vamos reforçar através de todos os mecanismos regimentais a defesa da aprovação do decreto para o plebiscito”, disse ele a jornalistas.

“É importante que o nosso povo compreenda que a diferença entre o plebiscito e o referendo basicamente falando é que no referendo o povo vai dizer ‘amém’ ou ‘não’, ou sejam ‘sim', ou ‘não’“, explicou.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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