Modernização... e Relançamentos

CENÁRIO INTERNACIONAL: A palavra de ordem é modernização. E nenhum evento foi mais aguardado que a estreia do maestro Gustavo Dudamel, de 29 anos, à frente da Filarmônica de Los Angeles, da qual é diretor desde setembro deste ano. Dudamel é a estrela do "Sistema", projeto venezuelano de formação de músicos elogiado em todo o mundo, tendo atraído gigantes como Claudio Abbado e Simon Rattle como colaboradores regulares. Chegou a Los Angeles como símbolo da busca por novos públicos - e do mais que necessário banho de loja dos clássicos. A imprensa americana especializada gostou de sua estreia, com peça de John Adams e Mahler (já em DVD) - apenas Alex Ross, crítico da New Yorker, pôs o pé no freio, chamando atenção para a leitura conservadora que Dudamel oferece das grandes obras do repertório, em especial quando não está comandando a Orquestra Jovem Simon Bolivar, da Venezuela.

João Luiz Sampaio, O Estadao de S.Paulo

30 Dezembro 2009 | 00h00

Em Nova York, o Metropolitan segue apostando nas transmissões de suas montagens pelo cinema, iniciativa que chegou com sucesso ao Brasil em 2009. As produções têm saído em DVD, agitando um pouco o mercado das majors - Deutsche Grammophon, Decca, Phillips, EMI -, todas elas ainda apostando essencialmente em relançamentos e em repertórios pouco ousados. A boa nova é que muitos dos lançamentos voltaram a circular em edições nacionais. E que selos brasileiros têm feito bonito, em especial o Clássicos, o Algol e o Biscoito Clássico, que acaba de lançar álbum de música barroca com Antonio Meneses e Rosana Lanzelotte - boa maneira de fechar o ano.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.