Moinhos gastarão menos com trigo

Preços mais baixos do cereal no mercado internacional permitirão à indústria boa economia em 2009

Jane Miklasevicius, O Estado de S.Paulo

23 Dezembro 2009 | 00h38

Os preços mais baixos do trigo no mercado internacional permitirão aos moinhos uma economia em 2009. Até novembro, segundo dados do Ministério da Agricultura, as despesas somaram US$ 1,088 bilhão, ante US$ 1,787 bilhão no mesmo período do ano anterior, queda de 39%. O volume nos 11 meses também caiu - de 5,6 milhões para 4,9 milhões de toneladas - mas ainda assim o valor médio pago pela tonelada foi US$ 90 menor. Em 2008, foi de US$ 319. Neste ano, o valor médio desembolsado até novembro não superou US$ 221.

A tendência baixista prossegue em 2010, pelo menos até a definição do tamanho da próxima safra, em julho. "Não há como subir com estoques mundiais de passagem de 190 milhões de toneladas", diz o diretor-presidente do Moinho Pacífico, Lawrence Pih. Segundo o executivo, a diferença em relação a outros anos é que a indústria precisará importar trigo do Hemisfério Norte mais cedo em 2010, possivelmente a partir de março.

Isso se deve à limitada oferta do cereal na Argentina e da incerteza quanto à qualidade do grão do Uruguai, afetado pelas chuvas. Pih estima que o País poderá contar com 3,5 milhões de toneladas do Mercosul. Somada à oferta de 1,5 milhão de toneladas de trigo nacional próprio para moagem, os moinhos ainda precisarão, segundo ele, de cerca de 4 milhões de toneladas, que devem ser buscadas nos Estados Unidos ou no Canadá, fornecedores tradicionais.

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