Monitoramento é contínuo, afirma indústria

CALDAS (MG)

Eduardo Kattah ENVIADO ESPECIAL / CALDAS (MG), O Estado de S.Paulo

31 de janeiro de 2011 | 00h00

Representantes das Indústrias Nucleares do Brasil (INB) afirmam que o complexo de Caldas é regido por preceitos de segurança e proteção ambiental e negam risco para as populações vizinhas. Em um mapa da unidade apresentado à reportagem, o programa de monitoração ambiental possui cerca de 40 pontos de amostragens e medidas.

"Fazemos monitoração contínua. Respeitamos todos os níveis de lançamento (no ambiente) estabelecidos por todos os órgãos ambientais", disse Adriano Maciel Tavares, superintendente de Produção Mineral.

Gerente de Descomissionamento da unidade, Luís Augusto Bresser Dores destaca que as águas da região possuem, naturalmente, índices maiores de minerais, como o manganês, que o estabelecido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). "Aqui a qualidade das águas é completamente diferente." Tavares admite que "o grande desafio" é cessar a geração de águas ácidas.

Segundo ele, o descomissionamento da unidade sofreu atraso por causa das tentativas frustradas de dar uma nova destinação produtiva ao local e pela complexidade técnica do processo. A INB montou no local uma planta de produção de terras raras, mas o projeto foi abandonado em 2000. "Tornou-se complicado, por ser minério de urânio. O descomissionamento é inédito. A dificuldade de arrumar empresa no Brasil para isso é enorme."

Sobre os depósitos, Tavares informou que a empresa vai reformar os galpões e embalar de novo os recipientes com torta 2. A INB vai recorrer e solicitar mais prazo para atender as determinações.

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