Montadora sueca desiste da Saab

Venda de unidade da GM fazia parte do plano de reestruturação do grupo

NOVA YORK E BERLIM, O Estadao de S.Paulo

25 de novembro de 2009 | 00h00

A montadora escandinava Koenigsegg, que produz carros esportivos de luxo, anunciou ontem que desistiu de comprar a Saab, unidade sueca da General Motors (GM). "Lamentamos que, após seis meses de trabalho intenso e determinado, tenhamos chegado à dolorosa e difícil conclusão de que não conseguiremos completar a aquisição da Saab", afirmou o fundador da Koenigsegg, Christian von Koenigsegg.

A venda da Saab fazia parte de um plano de reestruturação da GM que previa uma redução na estrutura da montadora norte-americana. A expectativa até então era de que o acordo com a Koenigsegg estivesse prestes a ser fechado. Segundo uma fonte ouvida pelo Wall Street Journal, a GM aparentemente está propensa a descartar a marca Saab.

OPEL

Também ontem, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmou que a GM pagou o empréstimo-ponte feito pelo governo alemão que ajudou a manter a Opel, subsidiária europeia da empresa, em operação. A GM havia afirmado que cumpriria o prazo de 30 de novembro para reembolsar o empréstimo, que teve valor máximo de 1,5 bilhão (US$ 2,23 bilhões).

Enquanto isso, após reunião com Kurt Beck, governador do Estado alemão de Rhineland-Palatinate, o chefe interino da Opel, Nick Reilly, afirmou que a GM pretende eliminar entre 9 mil e 9,5 mil vagas na Europa. Segundo Reilly, a GM pretende manter abertas as fábricas da Opel em Kaiserslautern e em Bochum, na Alemanha. Reilly disse que a fábrica de componentes de Kaiserslautern tem um papel importante para o futuro da montadora alemã.

No início deste mês, a GM decidiu não vender a Opel para a fabricante de autopeças canadense Magna International, o que irritou Merkel e outros políticos alemães. Hoje, a montadora apresenta seu plano de negócios a representantes dos trabalhadores europeus.

Beck afirmou que o plano será examinado pelo governo alemão e pelos Estados onde a Opel possui fábricas. Segundo o ministro da Economia de Rhineland-Palatinate, Hendrik Hering, o Estado está disposto a fornecer à montadora ajuda financeira no mesmo montante que concederia à Magna.

A GM estima que cerca de 3,3 bilhões serão necessários para reestruturar a Opel e a unidade britânica Vauxhall. No entanto, um pré-requisito para o empréstimo é um plano viável para o futuro da Opel, que garanta a sobrevivência das fábricas alemãs da companhia.

DOW JONES NEWSWIRES

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