Montadoras devem movimentar Agrishow

Grandes fabricantes de máquinas agrícolas apostam na necessidade de o produtor renovar[br]a frota este ano

Brás Henrique, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2010 | 02h12

Antes mesmo da abertura oficial da 17.ª edição da Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação (Agrishow), em Ribeirão Preto (SP), na segunda-feira, as empresas demonstravam otimismo e expectativa de fazer bons negócios até sexta-feira, último dia de evento. "Esperamos fazer 20% a mais de negócios em relação a 2008", diz o diretor de Marketing da Massey Ferguson, Fabio Piltcher. A empresa, do grupo AGCO, não participou em 2009 e agora aposta na necessidade de o produtor rural investir em maquinários e equipamentos. "A expectativa é boa, mas ficamos sem parâmetros, pela ausência na feira em 2009." A AGCO, como as demais montadoras ligadas à Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), quer uma feira bienal.

"O mercado está num momento positivo e mudamos radicalmente nosso portfólio de produtos", diz o gerente de Marketing da Case IH, Alexandre Martins. A Case volta-se agora para pequenos produtores, lançando nesta Agrishow tratores de baixa potência. O aquecimento do setor sucroalcooleiro também traz otimismo. "Devemos concretizar vários negócios em andamento."

Negociação. O presidente da Agrishow, Cesário Ramalho, negocia com as montadoras ligadas à Anfavea a participação anual. Ele informou que o processo é demorado, mas possível, por isso apresentou protocolo de intenções para a feira ficar por mais 30 anos em Ribeirão Preto. A ampliação do contrato levaria a investimentos em estrutura física permanente. Atualmente, o contrato vai até 2014. O novo espaço, 52% maior a partir deste ano, agradou a expositores e visitantes.

O presidente da Santal, Arnaldo Adams Ribeiro Pinto, especializada em maquinários para cana, também ausente em 2009, também aposta em boas vendas. "Queremos recuperar o faturamento de 2008 e até passar", diz Pinto, referindo-se ao faturamento anual, não apenas à feira. Em 2009, a Santal teve queda de 20% em faturamento. "A feira começou bem e é natural que o setor de cana, que teve um ano sem investimento, volte às compras."

Otimismo este ano

O superintendente de agronegócios do Santander, Walmir Segatto, aposta nas renovações tecnológicas dos produtores rurais. "Essa é uma época de decisão e percebi os expositores animados", diz. Ele não cita números e porcentagens, pois o Santander é uma empresa de capital aberto, mas a meta é superar os negócios realizados em 2008 - em 2009, com a ausência das grandes, o banco teve queda de 65% nos negócios.

Mais informações

AGRISHOW, EM RIBEIRÃO PRETO (SP), WWW.AGRISHOW.COM.BR

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