Morador de área tomada acusa polícia de levar R$ 31 mil

O representante de vendas Ronai Braga, de 32 anos, deverá ser o primeiro a prestar queixa na Corregedoria Geral Unificada (CGU) da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, na segunda-feira, contra abusos cometidos por policias durante as ocupações da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão, na zona norte da capital fluminense. Ele acusa policiais pelo roubo de R$ 31 mil de sua casa, na Vila Cruzeiro. Segundo Braga, o dinheiro era fruto de uma rescisão trabalhista e seria usado para comprar um imóvel.

PEDRO DANTAS, Agência Estado

30 de novembro de 2010 | 18h45

Hoje, o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, foi enfático ao falar sobre a punição para os policiais militares envolvidos em desvios de conduta. "O policial em desvio de conduta será colocado para rua com a tropa em forma. Ação que há 30 anos não acontece na Polícia Militar (PM)", declarou.

Também hoje, o corregedor-geral da CGU, Giuseppe Vitagliano, revelou que 20 agentes do órgão circulam em veículos descaracterizados e à paisana para flagrar abusos de agentes civis e militares nas ocupações. "Isto foi previamente planejado. Já esperávamos que abusos ocorressem, porque em todas as operações desta natureza ocorrem desvios de conduta de uma minoria", disse o corregedor.

A CGU investiga e pune os casos mais graves envolvendo desvios de conduta de policiais militares, civis e bombeiros. Até setembro deste ano, o órgão expulsou 170 agentes civis e militares e quatro delegados envolvidos em casos como desvio de dinheiro público e homicídios.

A Polícia Federal (PF) mantém uma equipe para investigar os possíveis abusos. A Defensoria Pública do Rio montou um posto itinerante no Complexo do Alemão, onde as queixas contra os desvios de conduta também serão registradas.

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