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Morador diz que reintegração em SP teve bala de borracha

Uma reintegração de posse na zona leste de São Paulo terminou nesta quinta-feira em confrontos entre policiais e moradores, que resistiram à ação da Polícia Militar (PM) e se queixaram do uso de balas de borracha, além de bombas de efeito moral. De acordo com o comando da operação, para demolir as casas num terreno de 77 mil metros quadrados no Parque São Rafael, em São Mateus, não foi permitido o disparo desse tipo de munição.

LUCIANO BOTTINI FILHO, Agência Estado

28 de junho de 2013 | 08h23

As balas de borracha foram proibidas em protestos pacíficos pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), após as manifestações das últimas semanas. Num dos lotes, a Força Tática da PM, que começou a ação às 5 horas, foi recebida com pedradas e lançou uma série de bombas de gás lacrimogêneo até dispersar o grupo. Os moradores alegam que foram agredidos injustamente porque os agitadores não faziam parte da vizinhança que residia no local. Para impedir a entrada dos soldados, eles montaram barricadas com pedaços de madeira e pneus em chamas.

Segundo o major Luiz Roberto Miranda Júnior, houve apenas dois feridos: um PM atingido por uma pedra no pescoço e o fotógrafo da agência de notícias Associated Press (AP) Nelson Antoini, que foi levado a hospital com um corte na orelha. De acordo com Antoini, um estilhaço de uma bomba de efeito moral provocou a lesão.

Os moradores, no entanto, afirmam ter sido atingidos por balas de borracha e gás lacrimogêneo dentro das suas casas. "Realmente, apareceu morador com uma ou três balas de borrachas na mão. Pode ser que algum policial sem ordem deu um tiro para cima e alguém pegou. Quase todo final de semana tem baile funk, vem pelotão policial e tem tiro de borracha a rodo", disse o Miranda Júnior. Ele afirmou que será apurado se houve excesso da polícia.

Famílias

A decisão para desocupar área foi dada em fevereiro, mas só agora foi cumprida. O defensor público Rafael Lima disse que a Justiça recusou a entrada dele como representante de todos os moradores, mas atua em nome de pelo menos seis deles. Ele calcula que havia 150 famílias com 450 pessoas - para PM, havia 70 famílias. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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