Morador do entorno do sambódromo no RJ é removido

Os moradores do entorno da Marquês de Sapucaí, no centro do Rio de Janeiro, começaram hoje a serem removidos para habitações do programa Minha Casa, Minha Vida no conjunto Oiti, em Campo Grande, na zona oeste da cidade. As moradias vão ser demolidas como parte das obras de ampliação do setor 2 do sambódromo do Rio, visando o Carnaval do ano que vem e as Olimpíadas de 2016, quando o local será palco de duas provas. Pelo menos seis famílias, no entanto, resistem em sair. Elas reclamam da distância do novo endereço.

TIAGO ROGERO, Agência Estado

26 de abril de 2011 | 16h37

Karina de Souza, de 22 anos, mora com o marido e o filho de 9 meses. "Trabalho vendendo roupas aqui no centro. Como vou conseguir meu sustento morando tão longe? A clientela daqui é muito maior". A diarista Janeire da Silva, de 46 anos, foi a Campo Grande conhecer os apartamentos. "São até bonitos, novinhos, mas não servem para mim. Aqui, consigo até dois serviços por dia, e lá? No máximo, um", diz.

A ampliação do sambódromo começou na semana passada e tem previsão de término para dezembro, para não atrapalhar os preparativos das escolas de samba para o carnaval do ano que vem. Em 2016, nos Jogos Olímpicos do Rio, a Marquês de Sapucaí vai receber as disputas de tiro com arco e chegada da maratona.

Segundo a Secretaria Municipal de Habitação (SMH), das 51 famílias que serão removidas, 41 já se mudaram, e outras quatro devem fazê-lo até o fim da semana. "As demais famílias estão sendo chamadas à SMH para buscarmos uma solução", informou. Ainda de acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria, "as famílias, que moravam em condições precárias, estão sendo reassentadas em moradias dignas, como toda a infraestrutura necessária".

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