Moradores de Gaza protestam por visita de israelense ao Barcelona

Palestinos libertados de prisões israelenses fizeram sua própria versão do jogo de futebol entre o Barcelona e o Real Madrid no domingo para protestar contra a presença de um ex-soldado israelense no jogo oficial.

Reuters

07 de outubro de 2012 | 19h11

Os participantes do jogo em Gaza eram em grande parte ex-presos, protestando contra a presença de Gilad Shalit em Barcelona. Ele foi sequestrado por militantes de Gaza em um ataque na fronteira em 2006 e foi mantido refém por cinco anos.

Usando as camisas dos dois clubes espanhóis, os palestinos pediram aos anfitriões que negassem o acesso de Shalit ao jogo na noite de domingo. Eles acharam que ele tinha sido convidado pelo clube, embora o Barcelona negue isso.

"O futebol é um esporte que leva a mensagem de liberdade e amor, mas somos contra ele quando um soldado (israelense) é convidado, porque fica entre vítima e agressor", disse Yasser Saleh, que passou 17 anos nas prisões israelenses.

Shalit foi mantido preso na Faixa de Gaza, que é dominada pela facção islamista Hamas, até ser libertado em outubro passado.

O Barcelona disse que aceitou o pedido de Shalit de comparecer ao jogo no domingo entre dois dos times mais bem-sucedidos do mundo. Mas quando os palestinos acharam que o clube teve a ideia do convite, eles prometeram protestar.

Para restabelecer o equilíbrio, o Barcelona convidou Mahmoud Sarsak, um ex-jogador de futebol palestino que foi libertado de uma prisão israelense em julho, onde ele foi mantido por três anos sem ir a julgamento, a sumidade do esporte palestino Jibril Rajoub e outro representante.

"O clube não convidou Shalit para o jogo, mas aceitou um pedido de ver um jogo durante sua visita a Barcelona. Da mesma maneira o clube também aceitou o pedido da embaixada palestina para estender três convites a três representantes palestinos", disse o clube em seu site. "O Barcelona sempre quis promover a paz e a harmonia no Oriente Médio", acrescentou.

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