Moratória da soja é "pequeno passo", diz Greenpeace

O grupo ambientalista Greenpeace elogiou os compradores de soja por recusarem-se a adquirir o grão produzido em novas áreas desmatadas da Amazônia, mas disse que a moratória de dois anos é insuficiente para proteger a floresta da destruição. A Cargill e outras empresas que negociam soja anunciaram a moratória na segunda-feira,cedendo a pressão internacional contra a destruição da floresta."A indústria nunca havia tomado uma medida tão ousada para proteger a Amazônia", disse Paulo Adário, diretor da campanha amazônica do Greenpeace. " Mas isso poderá ter pouco efeito prático". A moratória pede um monitoramento dos produtores de soja, a imposição Amis firme das leis de proteção à floresta já existentes e colaboração do governo.O período da moratória, de dois anos, é insignificante em termos do monitoramento da soja, especialmente para produtores que avançam com a fronteira agrícola, devastando a floresta me busca de terra para plantar, diz Adário. "Todo mundo que vive aqui (na Amazônia) sabe que, no primeiro ano, você limpa a terra, faz queimada e põe umas vacas na terra", disse ele. "No segundo ano você arranca os tocos e planta arroz. A soja só é plantada no terceiro ano - depois que a moratória acaba".

Agencia Estado,

25 de julho de 2006 | 15h37

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