Morre britânico que lutou por suicídio assistido

O engenheiro civil britânico Tony Nicklinson, ex-jogador de rúgbi e paraquedista que ficou paralisado após sofrer um derrame em 2005, morreu em sua casa em Melksham, a 130 quilômetros de Londres, aos 58 anos.

LONDRES, O Estado de S.Paulo

23 de agosto de 2012 | 03h02

Sua morte ocorreu seis dias após a Alta Corte do país rejeitar seu pedido de ajuda para terminar com sua vida. De acordo com seus familiares, ele morreu de causas naturais, mas a rede de TV BBC e o jornal The Daily Mail afirmaram que Nicklinson se recusou a comer desde que a sentença foi anunciada.

Após sofrer um derrame durante uma viagem de negócios a Atenas, Nicklinson desenvolveu a chamada síndrome do encarceramento, uma condição incurável. O paciente perde todas as suas funções motoras, mas permanece desperto e lúcido, com todas as habilidades cognitivas. Nos últimos sete anos de sua vida, Nicklinson não conseguia falar nem se alimentar. Ele se comunicava por piscadas de olho, interpretadas por computador. À Justiça britânica, ele argumentou que sua vida era um "pesadelo", por isso pediu autorização para que um médico lhe administrasse uma droga letal. / AP

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