Morte de andorinhas é investigada em Ilhéus

Aves morreram depois que uma empresa aplicou um produto para expulsar os animais da região

Tiago Décimo, Agência Estado

04 Abril 2012 | 14h51

SALVADOR - O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Delegacia de Proteção Ambiental (DPA) investigam a morte de centenas de andorinhas na Rodoviária de Ilhéus, no litoral sul da Bahia.

De acordo com as autoridades, as mortes, que podem chegar a 2 mil, começaram a ser registradas no início da semana, depois que uma empresa de dedetização aplicou um produto químico nas estruturas do teto do terminal.

Agentes do Ibama foram ao local e recolheram 100 aves ainda vivas, mas debilitadas e sem condições de voar. Elas foram encaminhadas ao Centro de Triagem de Animais Silvestres para que sejam submetidas a tratamento de reabilitação.

O DPA instaurou inquérito criminal para apurar as responsabilidades. O Ibama abriu procedimento administrativo e ameaça multar as empresas envolvidas - a Pauma Administração e Serviços Ltda, responsável pelo terminal, e a Só Limpo Comércio e Serviços de Dedetização Ltda, que prestou o serviço.

As empresas admitem que tinham o objetivo de expulsar as aves do terminal, mas não de matá-las. A alegação é que as andorinhas, aves migratórias que usavam as estruturas da rodoviária durante a noite, impossibilitavam a operação do terminal por sujar as instalações e atingir os passageiros com as fezes.

 

Mais conteúdo sobre:
andorinhasmorteBahia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.