Morte de brasileiros deve demorar para ser esclarecida

As famílias do engenheiro mineiro Mario Augusto Soares Bittencourt, de 61 anos, e do geólogo paulista Mario Gramani Guedes, de 57, podem ter de esperar até um mês para saber o que causou a morte dos dois em uma área de floresta amazônica no norte do Peru. Esse é o tempo que pode levar a análise do material colhido hoje nos corpos por médicos peruanos, que não conseguiram determinar com exame visual o que matou a dupla.

MARCELO PORTELA, Agência Estado

28 de julho de 2011 | 18h08

Bittencourt e Guedes estavam desaparecidos desde segunda-feira e seus corpos foram encontrados dois dias depois, em meio à mata próximo à cidade de Pión, sem sinais de violência. A dupla também estava com todos seus pertences, incluindo carteiras, telefones celulares e equipamento fotográfico. Os corpos foram encaminhados para Baguá, a cerca de 300 quilômetros de onde foram encontrados.

De acordo com o Itamaraty, a cidade onde os corpos estão tem pouca infraestrutura e médicos peruanos tiveram de se deslocar de outros locais para fazer a análise nas vítimas. Da mesma forma, o material coletado dos corpos também terá de ser enviado para que seja submetido a exames laboratoriais foram de Pión.

Bittencourt e Guedes estavam no Peru a serviço da Leme Engenharia, subsidiária da multinacional belga Tractebel Engineering, para fazer levantamentos em uma área onde deve ser construída uma hidrelétrica. Segundo o Itamaraty, há um diplomata do governo brasileiro auxiliando nos trâmites burocráticos para a liberação dos corpos e para encontrar uma funerária que faça o traslado para o Brasil. Os custos ficarão a cargo da empresa, já que a legislação brasileira não permite que o governo faça esse tipo de transporte.

A imprensa peruana levantou a possibilidade de a morte do engenheiro e do geólogo ter sido causada por hipotermia, mas as famílias dos dois descartam essa possibilidade, afirmando que ambos tinham grande experiência em trabalhos de campo. Não foi descartada a hipótese de uma nova necrópsia quando os corpos chegarem a Minas Gerais. Apesar de ser paulista, o geólogo Mario Guedes vivia há mais de 20 anos em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, onde morava com sua família.

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