Morte no RJ faz lembrar 'feras' da Penha e Baixada

A morte do menino João Felipe Eiras Sant''Ana Bichara, de 6 anos, em Barra do Piraí, assemelha-se a outros dois assassinatos de crianças ocorridos no Estado do Rio, que também tiveram grande repercussão.

MARCELO GOMES, Agência Estado

26 de março de 2013 | 16h29

O primeiro caso ocorreu em 1960, no bairro da Penha, zona norte da capital. A comerciária Neide Maria Lopes, então com 22 anos, conheceu Antônio Couto Araújo em uma estação de trem e os dois começaram a namorar. Ela não sabia que Antônio era casado e tinha duas filhas e, após a descoberta, decidiu se vingar. Aproximou-se da mulher de Antônio, Nilza, e começou a frequentar a casa deles. Lá, conheceu a filha mais velha do casal, Tania, de 4 anos. Em 30 de junho de 1960, Neide telefonou para a escola onde a menina estudava, levou-a a um matadouro de animais próximo e a matou com um tiro à queima-roupa. Em seguida, ateou fogo ao corpo de Tania. A mulher foi condenada a 33 anos de prisão, e foi solta após 15 anos por bom comportamento. Ela ficou conhecida como "Fera da Penha".

Em 2 de março de 2011, a menina Lavínia Azevedo de Oliveira, de 6 anos, foi morta estrangulada por Luciene Reis Santana, de 24, no quarto de um hotel no centro de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A criança era filha do ex-amante de Luciene, Rony dos Santos de Oliveira. Decidida a se vingar do amante, que terminara o relacionamento, Luciene foi à casa dele de madrugada, entrou sem ser notada e raptou a criança. Ela vestiu a menina com as roupas de uma suas filhas, antes de levá-la ao hotel e estrangulá-la com um cadarço de tênis. Lavínia foi achada morta horas depois, na cama do hotel. Apelidada de "Fera da Baixada" devido à semelhança com o crime de 1960, Luciene foi condenada em março do ano passado a 43 anos de prisão.

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