Morte por meningite assusta condomínio na BA

Moradores de bairro de classe média em Salvador exigem profilaxia; nº de óbitos no Estado é menor que o de 2010

TIAGO DÉCIMO / SALVADOR, O Estado de S.Paulo

01 de outubro de 2011 | 03h03

Os cerca de 2 mil moradores do Condomínio Arvoredo, no bairro de classe média do Cabula, em Salvador, reivindicam ao governo do Estado e da prefeitura a aplicação de profilaxia contra meningite C. O motivo é a morte da estudante de enfermagem Leidiane de Souza de Sá Teles, de 27 anos.

Leidiane, que morava sozinha, foi encontrada morta em seu apartamento, na segunda-feira, e exames confirmaram a meningite C como a causa. "Está todo mundo em pânico", diz a esteticista Joana Clara Passos, de 37 anos, vizinha da estudante. "E se algum dos meus filhos começar a ter dor de cabeça?"

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) afirma que não existem motivos para preocupação nem indicação de aplicação de profilaxia entre os moradores. De acordo com o órgão, foi feita uma investigação preliminar que apontou que não houve, entre os moradores do condomínio, quem tivesse mantido contato suficiente com a vítima para ser infectado.

A Secretaria Estadual de Saúde da Bahia (Sesab) informou que os dados mais recentes apontam diminuição no número de casos da meningite C em Salvador e na Bahia. Neste ano, 41 pessoas morreram por causa da doença na capital, em um total de 132 casos diagnosticados. No ano passado, no mesmo período, foram contabilizadas 46 vítimas, em 180 diagnósticos.

Em todo o Estado, a meningite C matou, neste ano, 71 pessoas - ante 87 no mesmo período do ano passado. Os casos de maior repercussão envolveram funcionários do complexo turístico Costa do Sauipe, no litoral norte do Estado.

Sete funcionários do resort foram infectados pela doença, no início do mês. Quatro deles, três homens e uma mulher, morreram. Os outros foram tratados e já receberam alta.

Segundo a Sesab, foi realizado um trabalho de profilaxia em todos os 1,8 mil funcionários do complexo - e os empresários da hotelaria iniciaram uma campanha de vacinação dos 8 mil trabalhadores do setor na região.

O surto foi considerado controlado pela secretaria na semana passada, depois de 15 dias sem o surgimento de novos casos da doença na área.

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