Morte surpreende músicos da banda Charlie Brown Jr.

A notícia da morte de Alexandre Magno Abrão, o Chorão, vocalista da Charlie Brown Jr. surpreendeu músicos e ex-integrantes da banda nesta quarta-feira. "Estou péssimo", disse Champignon, baixista da banda, em entrevista ao site G1. O músico esteve na manhã desta quarta no prédio onde morava Chorão, em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. "Não sei o que aconteceu lá em cima. Ele estava sozinho. Não sei se tem relação com isso (drogas) também", disse ao site de notícias. Champignon afirmou que conhecia Chorão há mais de 20 anos, mas estava sem falar com o amigo há um mês e meio.

AE, Agência Estado

06 de março de 2013 | 20h47

Chorão foi encontrado morto em seu apartamento na Rua Morás, em Pinheiros, na madrugada desta quarta. A causa da morte ainda não foi informada e o caso é investigado pela Divisão de Homicídios do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O líder, vocalista e principal letrista da banda Charlie Brown Jr. completaria 43 anos no dia 9 de abril.

O baterista da banda, Bruno Graveto, também lamentou a morte de Chorão. "Estou anestesiado. Não consigo me expressar. Eu não acredito no que aconteceu. O Chorão é meu irmão mais velho. Ele me ensinou muita coisa. Não sei como agir", disse ao G1. Graveto afirmou que não percebeu nenhum problema em Chorão no último show da banda, no dia 29 de janeiro, em Santa Catarina. "É uma perda para a música. Perdi um grande amigo", completou.

Também parceiro de banda e um dos membros mais próximos de Chorão, o guitarrista Thiago Castanho está bastante abalado. "Eu perdi praticamente um irmão. Convivi com ele a vida inteira. Não acredito que isso está acontecendo", afirmou em entrevista ao mesmo site. Chorão foi padrinho de casamento de Castanho e da filha do músico. "Ele sempre foi muito próximo. É um cara sensacional. É um gênio. Infelizmente ele virou lenda. As pessoas fortes vão na frente", disse Veridiana Castanho, esposa de Thiago, também ao G1.

Ex-integrante da banda Charlie Brown Jr., o baterista Renato Pelado não falava com Chorão há mais de quatro anos. "Eu estava na oração da igreja e quando fiquei sabendo achei que era brincadeira, que era um boato. Está tudo muito confuso, parece que a ficha não caiu ainda. É um sentimento muito triste, um sentimento de não poder fazer nada", afirmou.

Pelado foi integrante da banda de 1992 a 2005, período em que participou da gravação de sete discos com o grupo. "Foi uma grande perda, de um grande artista e poeta. Pêsames para a família, que Deus os abençoe. Agora é só ouvir as músicas que a gente lembra dele. Chorão é eterno, vai ficar para sempre no coração", completou.

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