Mortes anuais por câncer mais que dobrarão até 2030

Especialista diz que total chegará a 17 milhões, contra 7 milhões de vítimas do mal atualmente

Reuters,

24 de setembro de 2007 | 17h35

As mortes por câncer vão mais que dobrar até 2030, atingindo 17 milhões de pessoas por ano, e os países mais pobres serão os mais afetados, disse nesta segunda-feira, 24, o diretor da Agência Internacional de Pesquisas sobre Câncer, Peter Boyle.                                   O envelhecimento da população vai fazer a ocorrência de câncer aumentar, especialmente nos países em desenvolvimento, onde sobe o número de pessoas que fuma e bebe, afirmou ele.                                   E a doença vai afetar mais os países pobres por causa da limitação nos recursos dedicados à saúde e da falta de tratamentos como a radioterapia, que podem estender a vida das pessoas, disse Boyle na Conferência Européia sobre Câncer.                                   Segundo ele, está mudando a noção de que o câncer é uma doença de países ricos, já que se imaginava que os habitantes das nações mais pobres não viviam o suficiente para desenvolvê-lo.                                   Para Boyle, os moradores dessas nações estão vivendo mais e continuam adotando atividades que causam câncer, como fumar.                                   "A grande questão é o envelhecimento", disse ele. "A velocidade do envelhecimento da população é uma coisa que cresce drasticamente, especialmente nos países de poucos ou médios recursos."                                   Hoje, o câncer mata 7 milhões de pessoas por ano.

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