Mortes causadas pela doença caem 80% em 2012

O Brasil registrou uma queda de 80% nos casos de morte por dengue nos primeiros quatro meses de 2012, comparado com o mesmo período de 2011. Ano passado, haviam sido registrados 374 óbitos. Este ano foram 74. Os demais indicadores da doença seguiram a tendência: redução de 44% nas infecções e de 87%, dos casos graves de dengue confirmados.

LÍGIA FORMENTI / BRASÍLIA , O Estado de S.Paulo

18 Maio 2012 | 03h05

"Números de saúde não têm de ser comemorados. Os indicadores mostram que estamos no caminho certo, mas é preciso intensificar esforços", afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A tendência, para o restante do ano, é de redução do número de casos novos da doença.

Apesar da queda de infecções, o País ainda registra áreas onde a doença tem níveis epidêmicos, como os Estados do Tocantins, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Rio e Mato Grosso do Sul. Palmas é a cidade que apresenta maior prevalência do número de casos: 2.494,7 para cada 100 mil habitantes. Em seguida, vêm a cidade baiana de Itabuna (com incidência de 1.445,3 por 100 mil habitantes), Rio (1.045,4) e Aparecida de Goiânia, em Goiás (591,7).

A redução das infecções e dos casos graves é atribuída a uma associação de fatores, como o início precoce das ações de prevenção contra a doença, o treinamento de profissionais de saúde para garantir diagnóstico e atendimento rápido das pessoas infectadas.

Outro fator que tem de ser levado em consideração é subtipo de vírus que agora prevalece no País, o dengue 4. Das amostras avaliadas, 59,3% eram desse sorotipo, que voltou a circular no País há dois anos. Em seguida, vem o dengue 1, encontrado em 36,4% das amostras avaliadas.

"Em outros países, o sorotipo 4 apresentou menor capacidade de propagação", disse Padilha. O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, lembra, porém, que a experiência demonstra que o vírus tem a mesma capacidade de provocar casos graves como os demais três subtipos.

Ele observa ainda que a circulação do subtipo 4, a que a maioria da população brasileira ainda é suscetível, representaria um fator de risco a mais para o aparecimento de casos graves da doença. "Não há dúvida de que a redução do número de casos graves está intimamente relacionada à melhora na assistência."

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