Mortes e casos de gripe suína em SP mais que dobram em 18 dias

Nesse período, o Estado registrou 15 mortes e 80 casos; região mais atingida é a de São José do Rio Preto

CHICO SIQUEIRA, ESPECIAL PARA O ESTADO, SÃO JOSÉ DO RIO PRETO , O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2012 | 03h09

Números da Secretaria Estadual da Saúde mostram que as mortes por gripe suína e os casos graves da doença mais que dobraram em São Paulo entre 25 de junho e 13 de julho.

No primeiro levantamento, a secretaria divulgou que 14 pessoas tinham morrido e 66 haviam sido internadas neste ano. A nova parcial, divulgada anteontem, mostra que 29 pessoas morreram e 146 foram internadas por causa da doença entre 1.º de janeiro e 13 de julho no Estado.

O número representa mais 15 mortes e 80 novos casos da doença em 18 dias. E demonstra que o número de mortos em São Paulo já é maior que os 27 óbitos registrados em todo o País no ano passado. Em 2011, o Estado registrou 26 casos graves de gripe suína e 5 mortes, segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica.

O levantamento não conta dezenas de casos e pelo menos duas mortes ocorridas após 13 de julho no interior - uma delas de um recém-nascido contaminado pela mãe. O último óbito foi em São José do Rio Preto, na segunda-feira.

A região de Rio Preto é a mais atingida pela doença no Estado de São Paulo. Já são 11 mortes e 77 pessoas infectadas. Só na cidade de Rio Preto houve três mortes.

Controle. Apesar dos números, a secretaria diz que a situação está sob controle. Em nota, a pasta diz que o Estado segue as diretrizes do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde e a situação não representa "anormalidade epidemiológica".

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