Mortes nas estradas federais caem 3,7%; PF prende 3,9 mil

Balanços foram anunciados nesta tarde no Ministério da Justiça, com a presença dos dois órgãos policiais

Elvis Pereira, estadao.com.br, com Agência Brasil

18 Dezembro 2008 | 19h09

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou mais acidentes e menos mortes neste ano, em comparação ao ano passado. Entre 1º de janeiro e 15 de dezembro, houve 127.555 acidentes, saldo 9,7% superior ao verificado em igual período em 2007. Já a Polícia Federal (PF), prendeu 3,9 mil pessoas neste ano, durante as 218 operações especiais deflagradas. Os anúncios foram feitos nesta quinta-feira, 18, no Ministério da Justiça, em Brasília.   De acordo com os dados da PRF, o volume de feridos cresceu 3,9%, para 73.150. Já o número de mortes passou de 6.456 para 5.074 - queda de 3,7%. Considerando apenas os seis meses da Lei Seca, a redução chega a 5,5%, mas tanto o total de acidentes quanto de feridos foram maiores - 8,7% e 2,9%, respectivamente.    Segundo o balanço da PRF, 11,3 mil motoristas foram surpreendidos embriagados, ante 6.373 em 2007. Somente nos 180 dias de Lei Seca, agentes da PRF prenderam 3.881 condutores. Outros 2,1 mil se recusaram acabaram reprovados ou se recusaram a fazer o teste do bafômetro e agora podem ter a carteira de habilitação suspensa.   "A luta contra a violência no trânsito começa a ganhar corpo, muito pouco, mas isso já demonstra que não é impossível obtermos uma vitória", afirmou o ministro da Justiça, Tarso Genro, durante coletiva de apresentação do balanço das ações da PF e da PRF ao longo de 2008.   Já a PF, informou que, do total das detenções realizadas, 2,3 mil (60%) foram prisões preventivas decretadas pela Justiça. Para o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, isso mostra que o trabalho da corporação tem sido bastante fundamentado, uma vez que é necessária a avaliação de um juiz para que a preventiva seja decretada.   A estimativa da PF é que os recursos que deixaram de ser desviados dos cofres públicos devido às operações foram superiores ao orçamento da instituição, de R$ 3,9 bilhões em 2008. De acordo com a PF, somente nas 21 operações de combate a crimes previdenciários, o total de recursos que deixaram de ser desviados foram de R$ 2 bilhões.   Atualizado às 21h03

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