Mortes por aids podem cair em 28 milhões até 2030, diz estudo

Se o mundo agir de forma decisiva, agora, para conter a pandemia de aids, 28 milhões de vidas poderão ser salvas até 2030. De acordo com pesquisa publicada no periódico Public Library of Science´s Medicine (PLoS Medicine), a aids vai se unir ao ataque cardíaco e ao derrame como uma das principais causas de morte no mundo. Atualmente, a aids é a quarta maior causa de mortes,a trás dos problemas cardiovasculares e das doenças respiratórias. A infecção do HIV custa 2,8 milhões de vidas ao ano.No geral, pesquisadores prevêem que, em três décadas, as causas de morte no mundo serão similares por todo o globo - exceto pela predominância da aids nos países mais pobres. A maioria das pessoas morrerá mais velha, e de doenças não-infecciosas, como problemas do coração e câncer.As projeções mundiais de mortalidade foram calculadas, pela última vez, há 10 anos. Na época, estimou-se que a epidemia de aids começaria a ceder no ano 2000.Em artigo assinado por Colin Mathers e Dejan Loncar, da Organização Mundial da Saúde (OMS), os autores estimam que pelo menos 117 milhões de pessoas morrerão de aids até 2030. Numa projeção otimista, se forem evitadas novas infecções pelo HIV e o acesso a drogas anti-retrovirais aumentar, será de 89 milhões o número de mortes."O que acontecerá no futuro depende muito do que a comunidade internacional fizer agora", disse Mathers.Segundo o médico Richard Hays, da School of Hygiene and Tropical Medicine de Londres, essa diferença no número de vidas perdidas para a doença mostra que focalizar o tratamento dos infectados e em métodos de prevenção livres de polêmica política não basta. Hays não tomou parte no estudo."Não se pode pôr todos os ovos numa cesta", disse ele. "Precisamos de um cardápio de soluções, para gente de verdade", acrescentou, citando distribuição de camisinhas e uma nova vacina como medidas necessárias.Mathers e Loncar analisaram dados de mais de 100 países, buscando ligações entre taxa de mortalidade e renda per capita, bem como nível educacional e uso de tabaco. Os pesquisadores usaram os dados para alimentar uma complexa equação para prever as principais causas de morte e doenças do futuro.

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