Mortes por armas de fogo só diminui no Sudeste, diz estudo

No Brasil, no período entre 1996 e 2007 houve crescimento de 32,46%, chegando a 35 mil mortes no ano passado

Daniel Galvão, Agência Estado

17 Dezembro 2008 | 20h43

Apenas o Sudeste restringiu a quantidade de mortes por armas de fogo, entre 1996 e 2007, de 14,17 mil para 13,74 mil, de acordo com o 16.º boletim "Políticas Sociais - Acompanhamento e Análise", que será divulgado nesta quinta-feira, 18, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).   No País, no mesmo período, foi assinalado um crescimento de 32,46%, passando de 26,4 mil para 35,06 mil mortes, segundo a Agência Brasil. No Nordeste, a soma quase duplicou: em 2007, foram 11,85 mil falecimentos, contra 6,01 mil em 1996.   A publicação faz a análise dos programas sociais executados pela administração federal e os efeitos mostrados nesse período. Sobre o Judiciário e a segurança pública, o estudo mostra sérias dificuldades a serem confrontadas.   Entre elas, os altos índices de crimes com óbitos violentos, a intensa sensação de falta de segurança entre os cidadãos, o estado de impunidade, os obstáculos no acesso ao Poder Judiciário para resolver conflitos do dia-a-dia, a lentidão dos serviços judiciários e o desrespeito aos direitos humanos no sistema prisional.   Nessa área, o Ipea ressalta que, apesar do aumento do número de vagas em presídios e da maior aplicação de penas alternativas, o déficit no sistema carcerário cresceu de 103,44 mil em dezembro de 2006 para 131 mil em dezembro de 2007.   O boletim também destaca um incremento de 9,4% no total de recursos destinados à política federal de Justiça, que inclui as ações do Poder Judiciário, do Ministério Público, da Defensoria Pública da União e do Ministério da Justiça. No ano passado, foram liquidados R$ 12,7 bilhões, contra os R$ 11,6 bilhões gastos em 2006.   O Ministério da Justiça foi o órgão que registrou o maior ganho percentual no orçamento, com 66,8% a mais em 2007 em relação ao ano anterior, seguido pela Defensoria (66,1% a mais). Já em termos absolutos, o Poder Judiciário foi o maior beneficiado, tendo recebido 78% do incremento total.   Em relação aos gastos diretos com segurança pública, responsabilidade do MJ, o aumento foi de 17,7%, alcançando R$ 4,8 bilhões, com os maiores aumentos destinados aos programas Sistema Único de Segurança Pública, Combate à Criminalidade e Segurança Pública nas Rodovias Federais.   (Com Agência Brasil)

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