Mosley diz que equipes de F1 não deveriam considerá-lo 'morto'

Principal dirigente do automobilismo mundial, o presidente da FIA, Max Mosley, disse estar sob pressão para manter-se à frente da entidade que comanda a Fórmula 1, apesar de seus adversários políticos terem se apressado para escrever seu obituário.

ALAN BALDWIN, REUTERS

28 de junho de 2009 | 15h50

"Eles cometeram o erro de dançar em meu túmulo antes de me enterrarem", disse o britânico de 69 anos em uma entrevista ao jornal Mail publicada neste domingo.

O presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) indicou que a Associação das Equipes de Fórmula 1 (Fota), liderada pelo presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, cometeu um grave erro de cálculo.

"Não é uma boa coisa as equipes contratarem uma agência de relações públicas para afirmar que estou morto e enterrado enquanto estou de pé por aqui, muito vivo. Eu estou sob pressão do mundo todo para concorrer a uma reeleição", disse.

"Eu realmente quero parar. Mas se houver um grande conflito com a indústria automobilística, por exemplo, com as equipes da Fota, então eu não paro. Eu farei o que tiver de ser feito. Não é da minha natureza fugir de uma luta."

Montezemolo e a Fota entraram em acordo com a FIA na última quarta-feira para acabar com a proposta de limitação de orçamento de Mosley e evitar uma divisão da categoria.

Mosley então disse que não tentaria a reeleição em outubro e parecia implorar por um segundo semestre tranquilo. Ficou subentendido que o Senado da FIA, comandado por Michel Boeri, de Mônaco, cuidaria dos assuntos relacionados à Fórmula 1 neste ínterim.

Um dia depois, o presidente da FIA sugeriu no entanto que o acordo poderia falhar, caso Montezemolo não pedisse desculpas por ter chamado Mosley de ditador.

Mosley também escreveu para os integrantes da FIA, pedindo com urgência para que se manifestassem a favor dele no duelo contra as equipes e as montadoras.

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