Motoristas de ônibus fazem protesto à tarde em SP

Serão convocados para a manifestação apenas motoristas e cobradores que trabalharam de manhã

Ricardo Valota, estadao.com.br

13 de maio de 2008 | 06h52

Os ônibus circulam normalmente nesta manhã de terça-feira em toda a capital paulista, mas, segundo a São Paulo Transportes (SPTrans), poderá haver um protesto de motoristas e cobradores de ônibus na região central da cidade, inclusive com reflexos na circulação dos coletivos a partir das 15 horas. Segundo o sindicato dos motoristas e cobradores, neste horário, a categoria fará um protesto em frente à sede da Prefeitura, no centro da capital, e, como serão convocados para a manifestação somente os motoristas e cobradores que trabalharam no período da manhã, a circulação dos ônibus não será afetada.De acordo com a categoria, representantes do sindicato reuniram-se ontem no Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP) com o Sindicato das Empresas (SP-Urbanuss), em uma audiência de negociação sobre o acordo coletivo. A categoria afirma que o tribunal propôs um reajuste de 6% mais 1% em agosto, totalizando 7% sobre o salário, sendo que esta mesma porcentagem seria revertida para o vale-refeição. O sindicato e o setor patronal avaliarão a proposta do TRT hoje às 15h40, na sede da Justiça trabalhista, no centro da cidade.O TRT-SP informa que os representantes dos patrões e dos trabalhadores, que têm data-base em maio, têm obtido avanço nas negociações e esperam definir os termos do acordo coletivo nesta audiência que será conduzida pela vice-presidente judicial do TRT-SP, desembargadora Wilma Nogueira de Araújo Vaz da Silva.Os motoristas e cobradores divulgaram uma lista das reivindicações das quais não abrirão mão: reposição das perdas salariais: 5,90% e 5% de aumento real; plano de saúde com qualidade; cesta básica com produtos de qualidade; fim das multas do Regulamento de Sanções e Multas (Resam); pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR); fim da jornada flexível; folga dupla do setor de manutenção; plano de cargos e salários no setor de manutenção; renovação das cláusulas de saúde e segurança no trabalho; cursos de qualificação profissional pelo Instituto Resgate.

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