Movimento Rio de Paz faz protesto em Copacabana

O Movimento Rio de Paz faz na manhã deste sábado manifestação na Praia de Copacabana em que reivindica investimentos em saúde, educação e segurança pública no "padrão Fifa", em referência aos altos investimentos com os grandes eventos como a Copa. Foram colocadas na areia 500 bolas de futebol que representam, segundo Antônio Carlos Costa, fundador do movimento, "meio milhão de brasileiros assassinados nos últimos dez anos".

LUCIANA NUNES LEAL, Agência Estado

22 de junho de 2013 | 10h37

Os manifestantes, que começaram a chegar a Copacabana antes das 7h, não farão passeata e ficarão concentrados em frente à avenida Princesa Isabel. Costa comentou o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff, na noite de sexta-feira, 21. "O reconhecimento de que, entre outras coisas, o país carece de escolas, hospitais, segurança `padrão Fifa'' atende de modo especial parte das reivindicações do Rio de Paz.

Preocupa-nos, contudo, o fato de ela ter falado da violência de saqueadores e vândalos, o que é justo, mas não ter mencionado com a mesma ênfase a necessidade de as forças policiais não cometerem abuso de poder, tal como testemunhamos nas ruas do Rio de Janeiro", disse o fundador do Rio de Paz no Facebook. "É sintomático o fato de as manifestações terem ocorrido em plena Copa das Confederações. O brasileiro até agora não aceitou ter havido tamanha vontade política para construção de campos de futebol sofisticados, num cenário de escolas e hospitais em péssimas condições e profunda desigualdade social", completou.

No Leblon, jovens do movimento Ocupe Delfim Moreira passaram a noite acampados na orla, próximo ao edifício onde mora o governador Sérgio Cabral (PMDB). A avenida Delfim Moreira está interditada na altura da avenida Niemeyer. A Polícia Militar acompanha à distância. O protesto começou na noite de sexta-feira, quando manifestantes caminharam de Ipanema ao Leblon. Eles pedem melhorias na saúde e na educação e cobram explicações sobre o patrimônio do governador, além de criticarem os investimentos em obras para a Copa. As manifestações acontecem sem incidentes.

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