MP denuncia acusado de atacar casal no PR por quatro crimes

Jovem foi molestada e baleada duas vezes e o namorado dela foi assassinado ao tentar protegê-la, no litoral

Evandro Fadel, O Estado de S.Paulo

02 de março de 2009 | 16h52

A Promotoria de Justiça de Matinhos, no litoral do Paraná, protocolou nesta segunda-feira, 2, a denúncia contra o auxiliar de serviços gerais Juarez Ferreira Pinto, de 42 anos, acusado de crimes de roubo seguido de morte, roubo seguido de lesão corporal grave, atentado violento ao pudor e por perigo de contágio de moléstia grave. Pinto é acusado de ter matado a tiros o estudante Osíris Del Corso e ferido sua namorada Monique Pergorari de Lima no dia 31 de janeiro, em uma trilha do Morro do Boi, no balneário de Caiobá.   Veja também: Jovem baleada no litoral do PR tem alta do hospital Delegado diz que jovem do Paraná não foi estuprada Defesa diz que suspeito de atacar casal no Paraná é debilitado Acusado de atacar casal em trilha é transferido para Curitiba   De acordo com a denúncia, no fim da tarde daquele dia, o acusado teria abordado os namorados e, sob ameaça de uma arma, conduziu-os para uma gruta, onde anunciou assalto. Como eles teriam se negado a entregar dinheiro, mandou que tirassem os shorts. No bolso do utilizado pela moça havia R$ 90,00, que foram roubados. Depois teria pedido que tirassem toda a roupa. Ainda segundo a denúncia, Osíris tentou reagir e foi morto. Monique teve lesões graves ao ser atingida na medula, apresentando ausência de sensibilidade e motricidade abaixo da cintura.   À noite, o acusado teria voltado e constrangido a moça com contatos íntimos, mas sem efetivar o estupro. Segundo a denúncia, essa atitude poderia ter resultado na transmissão do vírus da hepatite C, do qual o acusado é portador. "A prova testemunhal de Monique não pode ser ignorada, uma vez que a vítima não teria nenhum motivo para fazer um falso reconhecimento do acusado", afirmou a promotora de Justiça Carolina Dias Aidar de Oliveira, por meio da assessoria.   O advogado de defesa, Nilton Ribeiro, disse que agora poderá apresentar os argumentos pela negativa de autoria do crime. Segundo ele, o auto de reconhecimento feito pela moça foi "viciado", não respeitando as normas. "Anula tudo o que foi feito", acentuou. "Só isso não pode embasar uma sentença condenatória." Caso a denúncia não seja rejeitada liminarmente, o Juizado Criminal de Matinhos deverá citar o advogado para apresentar a defesa em dez dias. Com isso, o juiz decide se instaura ação penal contra o réu ou se rejeita a denúncia.

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