MP investiga ex-diretor da Prefeitura de SP

O Ministério Público Estadual (MPE) de São Paulo abre hoje inquérito civil para investigar ato de improbidade administrativa, por meio de suposto enriquecimento ilícito, praticado por Hussain Aref Saab, que exerceu o cargo de diretor do Departamento de Aprovação de Edificações (Aprov) da capital desde 2005. Ele foi afastado do cargo no mês passado pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD). Outros dois servidores são investigados.

ADRIANA FERRAZ, Agência Estado

15 Maio 2012 | 09h49

A exoneração foi recomendada pela Corregedoria-Geral do Município (CGM), órgão de fiscalização que investiga Aref por corrupção, formação de quadrilha e prevaricação. Aliado político de Kassab desde a gestão Celso Pitta, ele nega as acusações.

Reportagem publicada ontem pela Folha de S.Paulo revela que Aref, cuja renda mensal é de cerca de R$ 20 mil, adquiriu 106 imóveis no período em que comandou o Aprov e tem patrimônio estimado em R$ 50 milhões. A lista de bens incluiria 24 vagas de garagem. O departamento decide sobre a concessão de licenças para a construção de empreendimentos com mais de 500 metros quadrados.

O MPE afirmou ontem que já tem conhecimento de 80 bens registrados no nome do ex-diretor. São apartamentos residenciais - a maioria de lançamentos recentes e na zona sul da cidade, como nas proximidades do Aeroporto de Congonhas e do Parque do Ibirapuera.

Um imóvel, em especial, despertou a atenção da Corregedoria. Trata-se de um apartamento na Rua Coriolano, na Lapa, zona oeste. Um mês depois de comprar a unidade, em abril de 2009, Aref concedeu licença para a mesma construtora iniciar outra obra, na Rua dos Piemonteses, região da Raposo Tavares.

Tanto a Corregedoria quanto o MPE querem saber se há relação entre os fatos, ou seja, se o ex-diretor adquiria, com regularidade, imóveis de construtoras avaliadas por ele. Ou se ganhava unidades para beneficiar as empresas na "fila"da burocracia. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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