MP pede prisão de acusados por corrupção em Araçatuba

Promotores de Justiça de Araçatuba, no interior paulista, denunciaram e pediram a prisão preventiva de um diretor do Núcleo de Perícias Criminalísticas e de um advogado, professor de ética de Direito, acusados de receber propinas para fraudar laudos da perícia e beneficiar o dono de um arsenal de armas, munições e acessórios, avaliado em mais de R$ 1 milhão.

CHICO SIQUEIRA, ESPECIAL PARA AGÊNCIA ESTADO, Agência Estado

05 Dezembro 2012 | 17h25

O arsenal com mais de 90 armas - entre elas 21 fuzis e metralhadores, milhares de munições de uso das Forças Armadas e acessórios de uso proibido - foi apreendido em março deste ano no condomínio de luxo Serra Dourada, em Araçatuba.

Por meio do advogado Jorge Napoleão Xavier, o dono das armas, Marco Antônio Ribeiro Girão, pagou R$ 35 mil de propina ao ex-diretor do Núcleo de Perícias Sadraque Cláudio para que ele danificasse cartuchos de baterias antiaéreas e silenciadores que seriam analisados pela perícia. Com o resultado negativo, Girão poderia se livrar de processo judicial por manter o arsenal em casa.

Girão teve a prisão preventiva decretada, mas a Justiça negou a prisão da mulher dele, Adriana Girão, e do pai, Juracy Girão, encarregados de negociar o pagamento e de entregar o dinheiro da propina ao advogado.

Como nenhum juiz aceitou receber a denúncia, o Tribunal de Justiça nomeou um juiz auxiliar, Daniel Dinis Gonçalves, da 3ª vara Criminal, que aceitou a denúncia, mas determinou apenas a prisão de Girão, que está foragido. O advogado e o ex-diretor do Núcleo de Perícias, que foi afastado do cargo, negaram as acusações, mas vão responder por corrupção passiva, fraude processual e por falsas perícias.

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