MP pede prisão de dirigente da Santa Casa do Rio

O Ministério Público do Estado do Rio pediu nesta quinta-feira, 16, à Justiça, a prisão preventiva do provedor da Santa Casa da Misericórdia, Dahas Chade Zarur, de 87 anos, acusado de irregularidades e fraudes fiscais na venda de jazigos e imóveis de propriedade da instituição entre julho de 2004 e agosto de 2013. Há cinco meses, Zarur foi afastado pela Justiça do cargo na Santa Casa. Além do provedor, também foi pedida a prisão de mais três funcionários da tradicional instituição, suspeitos de serem seus cúmplices: Raimundo Marcelo de Oliveira, Augusto José dos Santos e Djalma Castilho. A denúncia, feita com base em investigação da Delegacia Fazendária, aponta Zarur como chefe da organização.

EQUIPE AE, Agência Estado

17 de janeiro de 2014 | 01h44

Ao todo, 24 pessoas envolvidas no esquema foram denunciadas sob acusação de crimes de estelionato, corrupção passiva, formação de quadrilha, construção não autorizada em solo não edificável, apropriação indébita e posse irregular de arma de fogo. De acordo com o MP, o provedor da Santa Casa "atuava em conluio com os administradores por ele nomeados e funcionários dos 13 cemitérios públicos gerenciados pela Santa Casa para aumentar a arrecadação, sobretudo com construções irregulares de jazigos, que eram vendidos, muitas vezes, por valores acima da tabela, sem a emissão de notas fiscais ou por intermédio de notas fiscais frias".

Ainda segundo a denúncia, os acusados foram responsabilizados pelo crime de estelionato decorrente da venda fraudulenta de 23 imóveis da Santa Casa, que totalizaram o valor estimado de R$ 21 milhões. Em junho de 2010, Zarur determinou o fechamento da tesouraria da instituição, possibilitando, segundo o MP, a ausência contábil de todas as entradas financeiras relativas aos cemitérios e facilitando o desvio do dinheiro para seu patrimônio pessoal. Os promotores resnponsáveis pela denúncia atuam no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Até o fim da noite desta quinta, a denúncia não havia sido aceita pela Justiça. Os advogados dos acusados não foram localizados pela reportagem.

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