MP quer Estado e Prefeitura na gestão do Masp

O Ministério Público Estadual (MPE) deve concluir hoje o laudo referente à contabilidade do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Os documentos analisados pelos peritos sugerem uma reformulação no estatuto do museu e a participação da Prefeitura e do governo do Estado na gestão. A análise das finanças do Masp se deu em razão do furto dos quadros ''O Lavrador de Café'', de Cândido Portinari, e ''Retrato de Suzanne Bloch'', de Pablo Picasso, avaliados em US$ 55 milhões (R$ 100 milhões), em 20 de dezembro do ano passado.Os integrantes do MPE e administradores do museu devem se encontrar em uma reunião que será marcada na segunda quinzena de junho para debater o assunto. O trabalho de apuração ficou a cargo da promotora Mariza Schiavo Tucunduva. A administração do Masp entregou no começo do ano à promotora e aos peritos documentos referentes à contabilidade dos últimos 12 meses.O estudo para a elaboração do laudo foi realizado a partir da análise de balanços, balancetes e folhas de pagamentos. A promotora, na época, não descartou a possibilidade de interdição por meio de uma ação civil. Depois da análise das contas, o MPE entendeu que não havia necessidade de tomar essa medida.Furto - Em uma ação que durou três minutos, uma quadrilha invadiu o Masp sem chamar a atenção dos vigias durante a madrugada. Eles usaram um macaco hidráulico, um pé-de-cabra e uma marreta para chegar ao acervo e, em seguida, fugir. Após 19 dias, policiais da 3ª Delegacia de Patrimônio do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) recuperaram as obras. Os quadros foram encontrados em uma casa abandonada, em Ferraz de Vasconcelos, Grande São Paulo. As obras ficaram todo o tempo protegidas por capas. Estavam intactas. Quatro pessoas foram presas. As informações são do Jornal da Tarde.

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