MPF denunciará cooperativas de leite por adulteração

Será apresentada hoje a primeira denúncia junto à Justiça Federal com base no inquérito realizado pela Polícia Federal (PF) na Operação Ouro Branco. O procurador da República em Uberaba, Carlos Henrique Dumont Silva, vai denunciar a Cooperativa Agropecuária do Vale do Rio Grande (Copervale), sediada no município mineiro, por adição de compostos não permitidos pela lei.A ação, iniciada em meados do ano passado pela PF, Procuradoria da República e Ministério Público Estadual de Minas, investigou esquemas de mistura de substâncias químicas não permitidas ao leite longa vida (para preservar artificialmente o produto e elevar criminosamente os lucros).Em outubro do ano passado, foram indiciadas a Copervale e a Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro (Casmil), de Passos-MG, por suspeitas de adicionar soda cáustica (hidróxido de sódio) e água oxigenada (peróxido de hidrogênio) ao leite. Mas os laudos concluíram que o leite, na verdade, não continha traços de soda ou água oxigenada - apresentava, porém, água, açúcar, sal, citrato, soro e outros compostos que, pela lei, não poderiam ser adicionados ao leite.No caso da Casmil, o Ministério Público Federal em Minas solicitou mais informações à PF, antes de decidir se vai ou não apresentar denúncia. As duas cooperativas foram procuradas pela reportagem, mas só pretendem se pronunciar sobre o caso depois de a Justiça acolher a denúncia do MPF. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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