MPF pede afastamento de policiais acusados de tortura

O Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP) entrou hoje com uma ação civil pública pedindo o afastamento imediato e a perda dos cargos e aposentadorias de três delegados da Polícia Civil paulista que participaram diretamente de atos de tortura, abuso sexual, desaparecimentos forçados e homicídios, em serviço e nas dependências de órgãos da União, durante o regime militar (1964-1985).

AE, Agência Estado

30 de agosto de 2010 | 20h08

A ação é contra Aparecido Laertes Calandra, David dos Santos Araujo e Dirceu Gravina, os dois primeiros aposentados e o terceiro ainda na ativa, além da condenação a reparação por danos morais coletivos e restituição das indenizações pagas pela União. Os policiais foram reconhecidos por várias vítimas ou familiares em imagens de reportagens veiculadas em jornais, revistas e na televisão.

Os procuradores da República que propuseram a ação colheram relatos de ex-presos políticos e de seus familiares vitimados pelos atos dos três policiais. Em depoimento ao MPF-SP, Maria Amélia Telles, uma das pessoas torturadas pelos policiais, disse que numa oportunidade, após ela e seu marido terem sido torturados, o casal foi exposto nu aos filhos, na época com cinco e quatro anos de idade, trazidos especialmente para o local como forma de pressioná-los.

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