MPL bloqueia avenida de Salvador

Cerca de cem integrantes do Movimento Passe Livre (MPL) de Salvador promoveram, na manhã desta terça-feira, 23, um protesto na Avenida Paralela, a mais movimentada da cidade. Eles bloquearam a via por cerca de uma hora, no sentido Centro-Aeroporto, e caminham na direção do gabinete do governador, no Centro Administrativo da Bahia (CAB). A manifestação segue pacífica.

TIAGO DÉCIMO, Agência Estado

23 de julho de 2013 | 13h09

A concentração dos manifestantes começou pouco depois das 8 horas, no monumento ao deputado Luís Eduardo Magalhães, na avenida. O grupo colou um papel sobre a placa que identifica o monumento, no qual se lê "Monumento Carlos Marighella" (político baiano que foi um dos líderes da resistência à ditadura militar, morto pelo regime em 1969), e iniciou a caminhada pela avenida, por volta das 10 horas.

A pista sentido aeroporto ficou bloqueada, causando um congestionamento de cerca de dez quilômetros, até a região do Iguatemi, centro financeiro da cidade. Meia hora depois, parte dos manifestantes sentou na avenida, tentando prorrogar a interdição da via. O grupo só voltou a caminhar após uma negociação com a Polícia Militar.

Os integrantes do MPL entraram no CAB, área que concentra os prédios da administração pública do Estado, pouco depois das 11 horas. Foram primeiro à sede da Secretaria de Segurança Pública, para entregar ao secretário Maurício Barbosa um dossiê sobre os alegados abusos policiais cometidos nas manifestações anteriores do grupo.

Na frente do prédio, porém, encontraram um cordão de isolamento feito pela PM. Houve uma tentativa de negociação para a entrada dos manifestantes, mas não houve acordo. Eles, então, seguiram para a frente da Assembleia Legislativa, onde também encontraram uma barreira feita pela PM. O presidente da Casa, Marcelo Nilo (PDT), saiu do prédio, conversou com os manifestantes e agendou uma audiência pública com os integrantes do grupo para o próximo dia 8.

O objetivo final da caminhada é o gabinete do governador Jaques Wagner (PT). O grupo pretende entregar a ele uma carta de reivindicações relativas à mobilidade urbana em Salvador. "Estou aberto ao diálogo", diz Wagner.

OCUPAÇÃO - Além da passeata, o MPL de Salvador promove uma ocupação, desde a tarde de ontem, 22, na Câmara de Vereadores do município. Vinte e dois manifestantes passaram a noite no interior do prédio, enquanto alguns outros integrantes do grupo acamparam do lado de fora.

Eles pedem um encontro com o prefeito ACM Neto (DEM) e reivindicam da administração municipal cinco ações consideradas prioritárias pelo grupo, como a "redução imediata" da tarifa de transporte público de R$ 2,80 para R$ 2,50. Na tarde desta terça, está prevista uma reunião dos manifestantes com lideranças partidárias na casa.

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