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MPL mantém ocupação da Câmara Municipal de Salvador

Manifestantes, que ocupam prédio desde segunda-feira, consideraram "insuficientes" as propostas feitas pelas lideranças partidárias

Tiago Décimo, Agência Estado

23 de julho de 2013 | 18h37

Os 22 integrantes do Movimento Passe Livre (MPL) de Salvador que ocupam, desde a tarde de segunda-feira, 22, as galerias da Câmara de Vereadores do município decidiram manter a mobilização, após uma reunião com lideranças partidárias da Casa.

Os manifestantes consideraram "insuficientes" as propostas feitas pelos legisladores para a desocupação do prédio - entre elas, uma audiência pública com o prefeito ACM Neto (DEM) no dia 9. "Vamos ficar até conseguirmos a redução (do preço) das passagens", afirmou um integrante do grupo, que pediu para não ser identificado.

A redução de R$ 2,80 para R$ 2,50 na tarifa do transporte público do município é uma das seis reivindicações consideradas "prioritárias" pelo grupo. Na lista também estão a circulação 24 horas de ônibus pelos "principais terminais e logradouros" da cidade e "abertura das planilhas" do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Salvador (Setps).

Na tarde desta terça-feira, 23, a sessão ordinária que estava agendada na Câmara foi suspensa e alguns vereadores acusaram os manifestantes de impedir o funcionamento da Casa. O grupo, porém, nega a acusação, dizendo que a ocupação é pacífica.

A Polícia Militar reforçou a segurança no entorno do prédio, impedindo a entrada de outros manifestantes na Câmara. Um grupo, que havia participado, entre a manhã e o início da tarde, de uma passeata entre a Avenida Paralela e o Centro Administrativo da Bahia, foi ao local, mas não conseguiu entrar no prédio. Há manifestantes acampados em barracas do lado de fora do imóvel.

 

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