MPL: protesto aumenta poder de negociação de Haddad

Para o Movimento Passe Livre (MPL), a grande manifestação que aconteceu na segunda-feira (17) contra o reajuste da tarifa de ônibus aumenta o poder do prefeito Fernando Haddad para negociar com os empresários do ramo do transporte. "Com o povo na rua fica muito mais fácil de o senhor argumentar com os empresários uma outra forma de concessão", disse Mayara Vivian, uma das líderes do MPL, durante reunião extraordinária do Conselho da Cidade, na prefeitura. "Um direito público não deve ser encarado como lucro para ninguém. Se tem dinheiro para receber mega evento, para privilegiar diversos setores que não o povo, acho que deve haver a mesma disposição em revogar o aumento", completou.

BEATRIZ BULLA, Agência Estado

18 de junho de 2013 | 11h29

O movimento convocou uma nova manifestação para esta terça-feira, 18, às 17h, na Praça da Sé. "Ontem tivemos um ato com cerca de 100 mil pessoas. As pessoas querem revogar o aumento", disse Mayara. Os manifestantes pedem que o prefeito revogue o aumento da tarifa de ônibus, que desde 02 de junho vale R$ 3,20. A reivindicação é a mesma para o governo do Estado, com relação à tarifa de trens e metrô.

Eles defenderam que o movimento existe desde 2005 e isso contraria argumentos de que as manifestações seriam antipetistas. Líderes do MPL ressaltaram que eles já fizeram manifestações contra corte de linhas de ônibus, contra terminais que ficavam aquém das necessidades da população e diversas mobilizações contra o aumento.

Para o movimento, revogar o aumento da tarifa é uma demonstração de respeito à vontade popular, dado o tamanho da mobilização de ontem (17). O MPL ressaltou que, apesar de participar do Conselho da Cidade, não descarta uma reunião direta com o prefeito Fernando Haddad e com o governador, Geraldo Alckmin. O Conselho da Cidade não tem poder deliberativo e a revogação do aumento da tarifa precisa ser tomada pelos líderes do poder executivo.

Tudo o que sabemos sobre:
protestosMPLHaddad

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.