MST: falta proteção para testemunha de chacina em PE

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) denunciou hoje, em nota, a falta de proteção a um dos sobreviventes da chacina que matou cinco pessoas município de Brejo da Madre de Deus, em Pernambuco, na segunda-feira. De acordo com a entidade, o trabalhador rural não está recebendo nenhuma proteção por parte da polícia ou do governo do Estado, apesar de ser testemunha do crime no assentamento Chico Mendes.

SOLANGE SPIGLIATTI, Agencia Estado

09 Julho 2009 | 12h19

A testemunha, segundo o comunicado, depois de ser liberada do Hospital Regional do Agreste, em Caruaru, onde estava hospitalizada em razão de um tiro na clavícula, foi levada para depor com a garantia de que teria proteção até o final das investigações. No entanto, depois de ser ouvido, ele foi deixado pela policia em uma casa semi-abandonada e sem nenhuma proteção policial.

O MST "denuncia a negligencia do Estado de Pernambuco na proteção de trabalhadores sem-terra em situação de risco e ameaça, ao mesmo tempo que esse mesmo Estado é rápido na condenação e criminalização desses trabalhadores em sua legítima luta pela terra". A denúncia será apresentada ao ouvidor Agrário Nacional Adjunto, que deve chegar ainda hoje a Pernambuco para acompanhar o caso.

Enterro

Os sem-terra assassinados na segunda-feira, Natalício Gomes da Silva e Olimpio Cosme Gonçalves, foram enterrados ontem no município de Surubim. Já Juarez Cesário da Silva e "Dedé" foram sepultados no Cemitério do Distrito de Laje, em Caruaru. O sem-terra João Pereira da Silva foi enterrado no distrito de São Domingos, em Brejo da Madre de Deus.

Mais conteúdo sobre:
crime terra MST proteção PE

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.