MST invade Incra no Ceará em dia nacional de protesto

Cerca de 200 militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf) invadiram hoje de manhã a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Fortaleza. Eles se instalaram no pátio e no auditório do órgão. A ação faz parte da Jornada Nacional em Defesa da Educação e do Programa Nacional de Educação com manifestações em 11 Estados contra o corte de 62% no orçamento do Programa Nacional de Educação em Áreas da Reforma Agrária (Pronera).

CARMEN POMPEU, Agencia Estado

08 Junho 2009 | 17h17

Os manifestantes vieram de vários assentamentos do Ceará. Segundo a direção do MST, o acampamento segue por tempo indeterminado e deverá reunir ao todo 700 pessoas. Pela manhã, eles foram recebidos pelo superintendente substituto do Incra, Eduardo Martins, mas não chegaram a nenhum acordo. À tarde, interditaram a Avenida José Bastos, onde está localizada a sede do instituto.

Ao longo da semana, os manifestantes realizam uma programação pedagógica, com aulas públicas, e a coleta de assinaturas para um abaixo-assinado exigindo a retomada do Pronera. O programa promove o acesso à educação formal aos trabalhadores dos assentamentos rurais e, de acordo com a coordenadora do MST cearense, Maria de Jesus dos Santos, mantém dois convênios em andamento no Estado: turma do Magister da Terra, de formação de professores, e escolarização.

Segundo Maria de Jesus, o MST reivindica seis novos cursos no Ceará, sendo cinco de nível superior (comunicação social, pedagogia, serviço social, história e direito) e um curso técnico de agroecologia. "Além de cobrarmos a manutenção dos atuais cursos e o cumprimento da pauta nacional de reivindicação, chamamos a atenção para a necessidade de efetivação desses projetos", disse a coordenadora do MST.

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