MST ocupa duas fazendas na região centro-oeste de SP

Para comemorar os 13 anos da presença do grupo na área, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) mobilizou 250 famílias e invadiu hoje duas fazendas na região de Iaras, no centro-oeste paulista, a 330 quilômetros de São Paulo. Foram ocupadas as propriedades Tangará e Marruá, que são vizinhas e somam 750 hectares, na divisa dos municípios de Iaras e Agudos. Os sem-terra cortaram as cercas e iniciaram a montagem dos acampamentos próximo das sedes. As fazendas estão ocupadas com lavoura de cana-de-açúcar. O coordenador estadual do MST, Delweck Matheus, disse que as terras já foram consideradas improdutivas em vistoria realizada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). "Queremos o assentamento imediato das famílias." Segundo ele, os proprietários arrendaram as terras para o plantio de cana na tentativa de maquiar a improdutividade. "Estamos propondo a reforma agrária como alternativa para o etanol, um modelo que está falindo com a crise internacional", afirmou. Matheus disse que os arrendatários foram autorizados a colher a cana já plantada. Desde 1995, o MST está na região de Iaras, quando 300 famílias ocuparam a Fazenda Capão Rico, de 2.558 hectares. Segundo o líder, além de comemorar o aniversário da instalação do assentamento Zumbi dos Palmares, as ocupações marcam a retomada das ações do MST na região. "São mais de 10 mil hectares de terras a serem destinadas à reforma agrária."

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