MST participa pela 1.ª vez dos atos de protestos no País

Nesta quarta-feira, em Belo Horizonte, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) participa pela primeira vez, de forma organizada e maciça, dos atos de protestos que acontecem no Brasil. Com a experiência acumulada em grandes marchas pelo País, o MST levou cerca de 600 militantes para a capital de Minas Gerais. Lá, os sem-terra se juntaram a militantes de organizações próximas, como a Pastoral da Terra e o Movimento dos Atingidos por Barragens, totalizando quase mil manifestantes.

ROLDÃO ARRUDA, Agência Estado

26 de junho de 2013 | 18h25

Na marcha, que reunia cerca de 50 mil manifestantes e transcorria, na quase totalidade, de forma pacífica, ficou reservada ao MST a tarefa de realizar cordões de isolamento. Eles protegem os manifestantes e tentam conter as ações de vândalos, de acordo com o integrante da direção estadual do MST Sílvio Netto. "Fomos chamados a participar porque o MST é a organização que, em 30 anos de experiência, acumulou experiências importantes na luta social", disse. "Aqui, somos a tropa de choque da classe trabalhadora."

Os protestos no País tiveram até agora um caráter essencialmente urbano. Mas, na avaliação do movimento, qualquer projeto de reforma urbana passa pelo debate da mudança agrária. "O governo Dilma paralisou todas as iniciativas de reforma agrária no País. É preciso forçá-la a retomar o processo", disse.

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