Mudança climática pode impedir redução do maior lago da China

Degelo das geleiras no Tibet aumentará as chuvas no oeste da China nos próximos anos

Agencia Estado

03 de julho de 2007 | 14h40

O aquecimento global deve mudar a tendência de redução do lago de água salgada de Qinghai, o maior da China, a partir de 2016, segundo informa nesta terça-feira, 3, a imprensa estatal chinesa.Segundo os cientistas, o degelo das geleiras no Tibet, unido a outros fatores, aumentará as chuvas no oeste da China nos próximos anos. A região, onde fica o lago, é uma das mais áridas do país. Nas últimas três décadas a água das margens do lago retrocedeu cerca de 10 centímetros por ano.No entanto, os cientistas afirmam que não há mais perigo, já que o lago "estabilizará seus níveis de água por volta de 2016, e depois começará a crescer até recuperar seu nível, em 2030", segundo Li Shijie, do Instituto de Geografia da Academia Chinesa de Ciências.A conclusão é o resultado de três anos de estudo deLi e seus colegas. Eles procuraram prever o tempo dentro de 10, 20 e 30 anos no oeste da China, levando em conta as características do solo e o aumento das temperaturas no planeta."O aquecimento global tornará as monções do Oceano Índico mais fortes, trazendo mais chuvas", explicou Li.Qinghai, chamado Kokonor pelos mongóis e Cowenbu pelos tibetanos (em todos os casos significa "mar azul"), é a paisagem natural mais visitada da província de mesmo nome. Com 4.285 quilômetros quadrados, é o habitat de numerosos animais e plantas em perigo de extinção. Mesmo se o problema do progressivo desaparecimento for resolvido, ainda faltará solucionar a crescente poluição.

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