Mugabe diz que oposição tem que aceitá-lo como líder

País vizinho pede que reeleição do presidente não seja reconhecida.

Da BBC Brasil, BBC

04 Julho 2008 | 16h03

O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, disse nesta sexta-feira que só está aberto a conversações para colocar fim à crise política do país se a oposição aceitá-lo como presidente, reeleito no pleito de uma semana atrás."Eu sou o presidente", disse ele na capital, Harare, ao voltar ao país depois de uma cúpula da União Africana, realizada no Egito. "Todos têm que aceitar isto se quiserem diálogo."O candidato do Movimento para a Mudança Democrática (MDC), de oposição, Morgan Tsvangirai, se retirou do segundo turno das eleições presidenciais da sexta-feira passada por causa de violência na campanha, atribuída a simpatizantes do presidente.As declarações de Mugabe foram feitas no mesmo dia em que Botswana, um dos países vizinhos do Zimbábue, anunciou que não reconhecerá a reeleição do presidente e pediu que outros países africanos façam o mesmo.A África do Sul, um dos países mais influentes do continente, insiste que negociações são a única forma de resolver a crise política do país.ParlamentoO governo zimbabuano deverá empossar o recém-eleito Parlamento em breve, mas o MDC acusa Mugabe e seus seguidores de lançar uma campanha para acabar com sua maioria de dez cadeiras na casa, que tem um total de 210 assentos.Segundo o MDC, pelo menos 20 de seus parlamentares estão na prisão ou são procurados pela polícia.O jornal oficial Herald traz na sua edição desta sexta-feira a notícia de que um dos parlamentares é procurado por provocar violência política e está foragido.O MDC, contudo, rejeitou as alegações, dizendo que têm motivação política e são uma tentativa de prender seus parlamentares para, assim, forçar uma série de eleições para que eles sejam substituídos.Segundo o partido de oposição, um outro de seus parlamentares foi seqüestrado e 53 outros estão tendo suas vitórias eleitorais contestadas na justiça.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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