Mulher com câncer tem demissão revogada no PR

A Urbanização de Curitiba (Urbs), empresa municipal que gerencia o trânsito e o transporte coletivo, anunciou ontem o cancelamento da demissão da auxiliar de limpeza Patrícia Mello Feliconi, de 49 anos, que tinha ocorrido em 4 de abril. Ela havia sido demitida menos de um mês após iniciar o trabalho que cumpria em regime de experiência e 12 dias depois de ter tomado conhecimento de que estava com câncer no útero.

Evandro Fadel, O Estado de S.Paulo

15 de abril de 2011 | 00h00

Em nota, a Urbs informou que, "apesar de a demissão ter ocorrido de acordo com a lei", o presidente do órgão, Marcos Isfer, decidiu cancelar o ato "após receber informações mais detalhadas sobre o caso e sobre a gravidade da doença da funcionária". "A funcionária não foi demitida em período de atestado médico e não comprovou que estaria incapacitada para o trabalho", destaca a nota. "A presidência da Urbs informa que o episódio poderia ter sido evitado caso a funcionária tivesse trazido ao conhecimento da empresa os fatos alegados somente após sua demissão."

O Estado apurou que, no exame admissional, em 10 de março, ela não relatou nenhum sintoma ligado ao câncer. Disse apenas sofrer de hipertensão. Patrícia teria sido demitida porque seu supervisor teria anotado que ela não desempenhara bem a função para a qual fora indicada.

No entanto, tanto ela quanto o Sindicato dos Trabalhadores de Urbanização do Estado do Paraná (Sindiurbano) afirmam que se tratou de discriminação. "Causou um sentimento de que se tratava de perseguição e preconceito", disse o presidente do sindicato, Valdir Mestriner. Para ele, a repercussão nos meios de comunicação levou o órgão a rever a decisão.

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