Mulher é presa em SP suspeita de tráfico de crianças

Agentes da Delegacia de Investigações sobre Facções Criminosas e Lavagem de Dinheiro do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) prenderam, na tarde desta ontem, Maria José Rodrigues, de 53 anos, apontada pela polícia como integrante de esquema de tráfico internacional de crianças.

RICARDO VALOTA, Agência Estado

08 Maio 2012 | 05h29

O flagrante ocorreu na Rua Francisco Octávio Pacca, na região do Grajaú, zona sul da capital paulista, no momento em que a criminosa recebia uma recém-nascida das mãos da mãe, uma adolescente de 17 anos, que afirmou não saber das verdadeiras intenções de Maria, pois acreditava que a mulher, como havia prometido, iria assumir clandestinamente a guarda da criança para dar-lhe uma vida melhor.

Os policiais chegaram até Maria José após receberem informações da Polícia Civil de Montes Claros (MG), que já investigava a atuação da mulher desde março e descobriu que ela, ao não conseguir criança alguma em Minas, tentaria investir no Estado de São Paulo. "A criança seria enviada para a Itália. A mulher presa é brasileira, mas tem documentos italianos. As denúncias apontavam que uma mulher convencia gestantes em comunidades pobres a entregar o filho com a promessa de dar uma vida melhor para a criança", disse o delegado paulista Márcio Martins Mathias.

Os investigadores acompanharam encontros entre Maria e a adolescente, inclusive durante as visitas da mãe à criança no hospital, pois a menina ficou internada durante 15 dias em razão de problemas no pós-parto. A adolescente admitiu à polícia que pretendia mesmo dar a filha à mulher. A jovem revelou o nome de outras pessoas responsáveis por aproximá-la de Maria José, que disse aos policiais ter uma residência na Itália e outra no Jardim Imperador, na zona leste da capital paulista. O dinheiro para se manter em São Paulo era enviado pelo marido, italiano.

A mulher foi autuada em flagrante por subtração de criança. Já a adolescente foi encaminhada à Fundação Casa, antiga Febem, e a recém-nascida ficará aos cuidados do Conselho Tutelar. Os demais supostos integrantes do esquema do qual Maria ainda não foram localizados.

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