Municípios baianos cancelam festa junina devido à seca

Problemas na comemoração do segundo maior evento no Estado preocupa a Secretaria de Turismo

Tiago Décimo, Agência Estado

10 Maio 2012 | 14h32

SALVADOR - A prolongada estiagem no semiárido baiano, considerada a pior em três décadas no Estado, começa a causar cancelamentos da mais tradicional festa do interior da Bahia, o São João, comemorado anualmente em todos os 417 municípios do Estado.

Dos 231 municípios que decretaram situação de emergência por causa da seca - 215 tiveram a situação reconhecida pelas administrações estadual e federal -, 20 já anunciaram o cancelamento das festas e 17 informaram que pretendem reduzir o número de dias e de atrações das comemorações.

Além disso, o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) orientou os gestores das cidades atingidas pela estiagem a não ultrapassar os investimentos feitos nos anos anteriores para a festa deste ano. "A situação exige que os prefeitos atuem com cautela e coerência", avalia o presidente da União dos Municípios da Bahia - e prefeito de Camaçari, na região metropolitana de Salvador -, Luiz Caetano.

O enxugamento do São João, considerado o segundo maior evento para o turismo no Estado, atrás do Carnaval, porém, causa preocupação na Secretaria de Turismo. "As cidades que estão enfrentando a seca correm o risco de ser duplamente penalizadas, pela falta de água e pela perda de receitas provenientes do turismo nesta época", avalia o secretário Domingos Leonelli. "Cancelamento de festa deve ser adotado apenas por prefeituras que tenham o São João como despesa - e acredito que sejam muito poucas."

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