Museu exibe cadáver de 'macaco de Marte' usado em fraude

Cadáver do primata foi 'adaptado' para parecer marciano no auge da febre por óvnis nos Estados Unidos

AP

30 Julho 2008 | 19h42

Outros museus podem ter mais itens ou coisas mais interessantes itens para expor, mas somente o mini-museu do Georgia Bureau of Investigation pode dizer que tem uma raridade de outro mundo, como um macaco de Marte. Foto: AP A pequena exposição de ciência forense inclui uma destilaria ilegal e as fibras microscópicas que resolveram uma série de assassinatos de crianças em Atlanta. Mas escondidos, dentro de um cilindro de vidro, estão preservados os restos mortais de um macaco que três pessoas fizeram passar por um alienígena há 55 anos, chegando às manchetes do mundo todo.  No auge da histeria de óvnis que dominava os Estados Unidos, dois jovens barbeiros e um açougueiro pegaram um macaco morto em 1953, cortaram seu rabo, cortaram seus pelos e o pintaram de verde.  Eles então deixaram o primata em uma rodovia isolada am Atlanta no dia 8 de julho, queimando um circulo no asfalto antes que um policial fosse averiguar o que era o corpo.  "Se chegássemos cinco minutos antes, os pegaríamos no ato", disse Sherley Brown, policial que estava na cena. Os barbeiros, Edward Watters e Tom Wilson, e o açougueiro, Arnold "Buddy" Payne, disseram aos policiais terem visto um objeto voador vermelho na estrada à noite, que várias criaturas de 60 centímetros estavam andando pelo local e que o trio acertou uma delas com sua pick-up, antes que os outros fugissem em sua nave. Brown anotou a estranha história e arquivou um relatório na polícia antes de ir para casa.  Pouco depois do fim de seu plantão, ele disse, "o telefone começou a tocar sem parar." "Era a força aérea e todos os outros tentando saber sobre ele", disse o policial aposentado desde 1985. Na noite anterior, alguns residentes da área de Atlanta tinham dito ver um objeto voador colorido no céu. Um veterinário examinou o cadáver e disse que "parecia algo de outro planeta." Um jornal colocou uma ilustração do óvni que os homens descreveram. No entanto, em poucas horas a farsa do macaco foi descoberta. Herman D. Jones, fundador do Instituto de Ciência Forense, e Marion Hines, professor de anatomia, examinaram a criatura e proclamaram que era um macaco.  "Se ele veio de Marte, então há macacos em Marte", disse Hines. Os três pagaram uma multa de US$ 40 por obstruírem a estrada.

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