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Museus investem em mostras especiais com tema olímpico

História dos Jogos é explorada no Rio de Janeiro

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

27 Julho 2016 | 05h00

Lançamento de disco, salto em distância, hipismo e boxe são algumas das modalidades representadas na mostra Os Jogos da Antiguidade - Grécia e Roma, que conta, em esculturas e objetos, as origens da Olimpíada. Quarenta e oito obras de artistas anônimos, algumas com mais de 2.500 anos, foram emprestadas por importantes instituições italianas, como o Museu do Vaticano, e serão exibidas a partir de hoje no Museu Nacional de Belas Artes, no centro do Rio.

Das exposições montadas especialmente para o período olímpico, esta é a única conectada diretamente à temática das competições. Estátuas de mármore de atletas em ação e cerâmicas decoradas com cenas esportivas são o destaque na sala da Grécia. A de Roma tem um grande mosaico de pedras calcárias e vulcânicas do século 2.º d.C. Mostra uma cena de luta e acaba de ser restaurada. Será vista em primeira mão no Rio.

Os Jogos Olímpicos da Antiguidade foram realizados primeiro em Olímpia, na Grécia, do século 8.º a.C. ao 5.º d.C. A exposição mostra as diferenças entre as competições gregas e romanas: “Na Grécia, os Jogos tinham motivação religiosa, e as imagens são focadas na perfeição dos corpos, no atleta individual”, conta a historiadora italiana Annalisa Lo Monaco, uma das curadoras. “Os Jogos romanos eram coletivos e voltados ao espetáculo, à festa, mais parecidos com o que temos hoje.”

Outras artes. Da Praça Mauá ao Aterro do Flamengo, pontos distantes menos de cinco quilômetros, a região central do Rio tem outras quatro exposições pensadas para o público olímpico. No Centro Cultural Correios, Memórias do Esporte exibe 30 vídeos em monitores de 42 polegadas a partir de amanhã. 

O vídeo mais raro é de um jogo de bocha em Lyon, na França, registrado em 1896 pelos irmãos Lumière, inventores do cinematógrafo e “pais” do cinema. Do Brasil, foram pinçadas cenas como a final do Campeonato Paulista de futebol de 1909 e de esportes indígenas “descobertos” pela expedição do Marechal Rondon de 1913, como o cabeçobol, jogo de bola com a cabeça.

As competições entre índios inspiraram a mostra Jogos do Sul, no Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica a partir do dia 3. Oito artistas assistiram à primeira edição dos Jogos Mundiais Indígenas, em Palmas (TO), e criaram trabalhos que refletem sobre o significado do “espírito olímpico”.

Duas exposições não dialogam com o tema dos Jogos - valem a visita pela qualidade dos conjuntos exibidos. O Museu de Arte do Rio (MAR) inaugura dia 2 A Cor do Brasil, que reúne experimentações cromáticas de diferentes períodos da arte feita no Brasil, com ênfase nos modernistas, como Di Cavalcanti, Anita Malfatti e Vicente do Rego Monteiro. O Abaporu, de Tarsila do Amaral, que faz parte da coleção da Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires desde 1995, foi trazido ao Rio por causa da Olimpíada.

O salão monumental do Museu de Arte Moderna (MAM), no Aterro do Flamengo, reunirá a partir de sábado destaques do acervo e estabelecerá relações entre a produção brasileira e estrangeira do século 20. Em Polvorosa - Um panorama das coleções do MAM Rio terá cem obras de nomes como Rodin, Pollock, Hélio Oiticica e Adriana Varejão.

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