Na Bulgária, Dilma faz visita emocional e encontra origens

A presidente Dilma Rousseff fez uma viagem emocional ao local de nascimento de seu falecido pai na Bulgária na quinta-feira, encerrando a primeira visita à terra natal de seu ancestral que deverá impulsionar o comércio entre os dois países.

STOYAN NENOV, REUTERS

06 Outubro 2011 | 13h01

No segundo dia de sua visita, Dilma viajou para Veliko Tarnovo e visitou o vilarejo vizinho de Gabrovo, a leste da capital Sófia, para encontrar parentes distantes e ver as atrações turísticas.

"Estou animado. Eu a aceito como uma búlgara", disse Stefan Veselinov de Gabrovo, que esperava para ver Dilma chegar à escola onde o pai da presidente estudou.

O pai da presidente, Petar Rusev, deixou a Bulgária no final dos anos 1920 e foi para França e Argentina antes de se estabelecer no Brasil, onde mudou seu nome para Pedro Rousseff e criou uma família.

Visivelmente emocionada com a atenção do povo que gritava seu nome, Dilma apertou as mãos e jogou beijos para a multidão de 600 pessoas que a esperava na mais antiga escola do país.

O interesse da Bulgária em Dilma vem crescendo desde o início da disputa presidencial no Brasil e a vitória dela na eleição do ano passado.

Sua chegada no aeroporto foi transmitida ao vivo pela televisão e fotos das reuniões com o seu homólogo búlgaro, Georgi Parvanov, e o primeiro-ministro, Boiko Borisov, estamparam as primeiras páginas de quase todos os jornais locais nesta quinta-feira.

"Desde que cheguei aqui (na Bulgária) recebi muitas manifestações de afeto de seus governantes e de seu povo, ao qual me sinto profundamente ligada por laços de sangue e pela memória de meu pai", disse Dilma em entrevista coletiva com Parvanov.

Ela se comprometeu a fazer esforços para aumentar os investimentos brasileiros na Bulgária em energia e projetos de tecnologia da informação e estimular o crescimento do comércio que sofreu com a crise econômica global.

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